TECNOLOGIA
Um novo elevador leve permite que os prédios atinjam alturas ainda mais impressionantes
Em breve os elevadores poderão atingir alturas inéditas devido a um avanço revolucionário na tecnologia.
Nesta semana a Kone, uma fabricante de elevadores finlandesa, anunciou que após um década de desenvolvimento em seu laboratório em Lohja, que se situa sobre um vão de mina de 333 metros de profundidade que a empresa usa como local de teste, um sistema que deve ser capaz de erguer um elevador por um quilômetro ou mais foi desenvolvido. Isso é o dobro da capacidade dos elevadores atuais. Uma vez que a eficiência dos elevadores é uma das principais limitações à altura dos prédios, a tecnologia da Kone – que substitui os cabos de aço que atualmente sustentam os elevadores por versões feitas com fibras de carbono – pode vir a permitir a construção de prédios que fazem jus ao nome “arranha-céu”.
Nesta semana a Kone, uma fabricante de elevadores finlandesa, anunciou que após um década de desenvolvimento em seu laboratório em Lohja, que se situa sobre um vão de mina de 333 metros de profundidade que a empresa usa como local de teste, um sistema que deve ser capaz de erguer um elevador por um quilômetro ou mais foi desenvolvido. Isso é o dobro da capacidade dos elevadores atuais. Uma vez que a eficiência dos elevadores é uma das principais limitações à altura dos prédios, a tecnologia da Kone – que substitui os cabos de aço que atualmente sustentam os elevadores por versões feitas com fibras de carbono – pode vir a permitir a construção de prédios que fazem jus ao nome “arranha-céu”.
O problema dos cabos de aço (ou “cordas”, como são conhecidas no meio) é o seu peso. Qualquer pedaço da corda tem que erguer não apenas o elevador e os cabos flexíveis que transmitem eletricidade e comunicações a este, como também o trecho da corda abaixo. A tarefa é facilitada por contrapesos. Mas, ainda assim, os cabos de aço ainda são responsáveis por três quartos da massa móvel de um elevador que percorre uma distância de 500 metros (a altura máxima eficiente hoje em dia). Transportar essa massa toma energia, de modo que a operação de elevadores que cruzam distâncias maiores é mais cara. A Kone afirma poder reduzir o peso das cordas de elevadores em cerca de 90% com o substituto de fibra de carbono, batizado de UltraRope.
Atualmente o arranha-céu mais alto do mundo é o Burj Khalifa em Dubai, que foi inaugurado em 2010 e que, com 828 metros, disparou na frente do recordista anterior, o prédio Taipei 101, com 508 metros. A Mecca Royal Clock Tower na Arábia Saudita, finalizada em 2012, é hoje o segundo maior prédio do mundo, com 601 metros. A Freedom Tower na área de sul de Manhattan, construída próximo ao local onde ficava as torres gêmeas (417 e 415 metros) do World Trade Center que foram destruídas pela al-Qaeda em 2001, foi acrescentada uma antena em maio, o que fez com que sua altura atingisse 541 metros. Mas as obras já foram iniciadas na Kingdom Tower em Jeddah,
Arábia Saudita. Sua altura exata ainda é segredo, mas sabe-se que esta será de pelo menos um quilômetro. Com um orçamento grande o bastante, seria possível, afirma o Dr. Wood, construir um arranha-céu com 1.600 metros de altura.
Nenhum comentário:
Postar um comentário